A descentralização das salas de cinema de Lisboa nas décadas de 20 e 30 do Séc. XX


Entre o período que mediou as duas grandes guerras mundiais, assistiu-se ao considerável crescimento da cidade de Lisboa, lançando-se os alicerces de uma cidade moderna. O rápido crescimento da população na década de 1930, devido ao forte afluxo de pessoas vindo de outros locais do país, contribuiu para o desenvolvimento de bairros periféricos, que absorveram esses mesmos migrantes.

Com esta situação, a configuração da cidade foi se alterando, sendo que a função residencial do centro começou a ser substituída pelas actividades terciárias. O crescimento dos bairros periféricos acabou por contribuir para o aparecimento de salas de cinema nestes bairros.

A maioria destes cinemas foram surgindo gradualmente ao longo das décadas de 1920 e 1930, que se revelaram como um período de transição na evolução do conceito de sala de cinema, pois as mesmas individualizam-se em dois tipos fundamentais: cinemas de estreia e de bairros. Estes últimos estavam dispersos espacialmente e, como tinham bastante qualidade, foram retirando progressivamente espectadores aos primeiros.

Foi neste período que apareceram cinemas, como: o Cine Bélgica/Universal, Cine Esperança, Belém Cinema, Cinema Tivoli, Cine Tortoise/Campolide, Pathé Cinema/Imperial, etc.





Fontes:

- SALGUEIRO, Teresa B. Documentos para o Ensino: Dos Animatógrafos ao Cinebolso. 89 anos de cinemas em Lisboa. Finisterra, XX, 40 Lisboa, 1985, pp. 379-397.

- http://revelarlx.cm-lisboa.pt/gca/?id=146.

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