sexta-feira, 8 de Janeiro de 2010

Cinema Nimas - Mais um triste fado...ou não?


Este tópico é dedicado uma pequena sala de cinema que ganhou uma nova vida...não transmitindo filmes, mas sim música. Falo-vos do Cinema Nimas, situado na Avª 5 de Outubro em Lisboa (sim, ele não foi demolido...lá continua mas com outro nome). Agora já não se apelida de Cinema Nimas, mas sim Espaço Nimas.
Mas antes de avançarmos para o Espaço Nimas, falemos do que é mais importante...do cinema que outrora existiu. Não tenho informação de quando foi inaugurado (possivelmente nos anos 70), mas sempre foi considerada uma sala pequena, simpática, bem situada e com uma boa programação. Foi resistindo ao tempo, mas este perante as novas salas comerciais acabou por provocar ao Nimas o seu encerramento. Muitos filmes foram exibidos no Nimas, entre eles "Chove em Santiago" (1975).

Agora falemos do Espaço Nimas...aproveitando que a sala de cinema já se encontrava moribunda e quase encerrada, José Maria Branco (filho de Paulo Branco) resolveu fazer do antigo cinema uma nova sala de espectáculos de modo a reutilizar a sala que serviu para encantar telespectadores de outrora. Com a magia do cinema, claro. Agora...com a magia da música.

Fonte: http://diasquevoam.blogspot.com/2010/01/os-cinemas-tambem-se-abatem.html



terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Cinema Paris - um triste fado...


Como descrever a triste situação de que padece o antigo (e belo) Cinema Paris em Lisboa? É isso mesmo...uma situação triste, confrangedora e de bradar aos céus. Um outrora edificio que embelezava a zona do Jardim da Estrela, agora não passa de um mastadonte a cair aos pedaços que ninguém quer saber...
Mas antes de chegar a esta fase actual tão cinzenta, vai ser contada em poucas linhas a história deste cinema. Tudo começou em 1931, quando foi edificado e inaugurado na Rua Domingos Sequeira, logo a seguir ao Largo da Estrela, um cinema baptizado de Paris. O autor desta pequena beleza arquitectónica foi o Arqtº Victor Manuel Carvalho Piloto, que criou uma sala de cinema de bairro, pequena e elementar que competiu com as salas maiores que surgiram na mesma altura como o Éden e o Cinearte (actual Teatro "A Barraca").
O seu autor fixou-se numa superficie simples, de tratamento decorativo Art Deco, com uma suave e curvílinea saliência superior e a tradicional pala de abrigo, térrea, em betão. Contudo, era de noite que o seu famoso lettering luminoso fazia realçar a sua arquitectura simples, mas muito elegante.
No entanto, esta sala acabou por encerrar portas no final dos anos 70, principio dos anos 80 e desde então tem vivido uma degradação total, que ninguém com poder neste país quer resolver.
Para quando a restauração do cinema Paris? Porque não utilizar este edificio (que actualmente encontra-se emparedado, tal como o Pathé) com outras funções?
Cada vez mais vai se acendendo a discussão em torno desta questão. Só é pena que as antigas e belissimas salas de cinema de Lisboa estejam literalmente a desaparecer. Infelizmente, desaparecem sem deixar rasto, não criando a ponte entre a geração actual com as memórias de um passado não muito distante.

Fonte: Fernandes, J.M (1995) Cinemas de Portugal. Edições Inapa.

terça-feira, 1 de Setembro de 2009

Avis - Memória de Outros Tempos


Resolvi trazer à baila mais uma memória perdida (ou não!) de uma sala de cinema que, infelizmente, já se esfumou da cidade de Lisboa.
Estou a falar-vos do Avis, que se situava na Avenida Duque D'Ávila e que, passando pela mesma avenida actualmente, não se encontra qualquer vestigio de um dia existiu ali um simpático cinema, que até atraia público, muito provavelmente por culpa da fábrica de gelados que ficava por trás.
Transmitiu filme ditos "normais", mas também passou filmes pornográficos. Não tenho muita informação sobre a sua história, mas quando tiver, postarei aqui.
Utilizando a gentil informação que o bloguista, seguidor deste blog, César Ramos, a quem agradeço me providenciou:
Augusto de Ornelas Bruges compra terreno na Avª .Duque d'Ávila, 45 a 45-A, frente à antiga estação dos eléctricos do Arco do Cego e, aí, constrói o cinema a que deu o nome de «Trianon», inaugurado em 1 de Janeiro de 1930. Gozava de exclusividade, pois não havia outra sala nas imediações das "Avenidas Novas".
Não era luxuoso, e tinha capacidade para 500 pessoas. Mudou de nome mais tarde, e passou a chamar-se «Cinema Palácio», sendo explorado por Vicente Alcântara, o mesmo empresário do Odéon.
Em 1956, o cinema sofre uma remodulação espectacular e, em 29 de Novembro daquele ano, abre as portas como se de um novo cinema se tratasse e, desta vez, com o novo nome de AVIS.
Actualmente, nada resta de um cinema que num passado não muito remoto teve o nome de AVIS.


Fonte: Blogue "Dias que Voam"

terça-feira, 19 de Maio de 2009

Cinema Pathé (ex-Imperial)


Lisboa teve (e ainda tem!) salas de cinemas que começaram por ter uma designação e depois ganharam outra ao longo dos anos. Tal como o Lys que se tornou Roxy, o Cinema Imperial tornou-se Pathé. Tal como o Roxy, o Pathé não resistiu à marcha do tempo e encontra-se entijolado e abandonado em Arroios, servindo de abrigo aos sem-abrigos da cidade.
Entre as décadas de 50 e 70, conquistou um público fiel principalmente no bairro onde se situa, mas depois acabou por ter o mesmo triste fim de outras salas. Mas o edificio ainda se encontra erigido, embora esteje completamente descaracterizado e sem estética alguma.





Cinema Roxy (Ex-Lys)


Hoje escrevo-vos sobre uma sala de cinema que fica situada na Avenida Almirante Reis, nº 20, embora já não funcione como tal...como tantas outras que já desapereceram. Estou a falar-vos do Roxy, reencarnação do antigo Lys.
Este cinema teve a sua inauguração a 11 de Dezembro de 1930 e era Propriedade de Abraão de Carvalho, sendo o seu gerente Aníbal Contreiras, fundador da Lisboa Filme.
Tinha a capacidade para 553 lugares e caracterizou-se por uma afluência nunca antes vista, quer pela sua dimensão, quer por ser um cinema de “reprise”, para onde eram levados os maiores êxitos, imediatamente após a sua estreia.
Quando abriu transmitiu filmes como: “O Dominó Preto”, uma comédia alemã da UFA, interpretada por Harry Liedke, o drama “Águas de Tormenta”, a farsa “Caixeiro Viajante”, o filme português “Os Camelos” e um documentário nacional.
Em 1931, Joaquim Pedro dos Santos passa a ser o seu gerente, conseguindo fazer do Lys um cinema concorrido e com um público fiel.
Como tantos outros cinemas, também este espaço passou por importantes obras interiores, passando para cinema de estreia e adoptando o nome de Cinema Roxy.
Esta nova fase teve a sua inauguração a 26 de Junho de 1973 com o filme “Alfredo, Alfredo”, de Pietro Germi, com uma lotação total de 553 lugares (plateia - 331; balcão - 222) e tinha 3 matinés e uma sessão nocturna.
Pedro Emauz Silva foi o arquitecto-decorador encarregado das remodelações, mas o Roxy nunca atingiu a popularidade do anterior Lys.
Ao longo dos anos, a sua programação foi decaindo, tendo encerrado as suas portas no início de Abril de 1988, com o filme "Noite Infernal".
Como tantas outras salas que apareceram por Lisboa, esta é mais uma que fica na memória dos lisboetas mas que não sobreviveu à modernice actual.
Actualmente, é um edificio que alberga escritórios e uma sapataria.
Fonte: http://www.geocaching.com

segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Os 3 Mosqueteiros no Cinema Alvalade

Aqui fica mais um programa, desta vez do Cinema Alvalade (aquele que reabriu há pouco tempo), e o filme em questão é "Os Três Mosqueiteiros - os Diamantes da Rainha, de Richard Lester, que estreou em Fevereiro de 1975. Mais uma recordação de outros saudosos tempos...

Fonte:http://guedelhudos.blogspot.com/2009/05/richard-lester.html

segunda-feira, 4 de Maio de 2009

Sensualidade de antigamente...

Afinal o Cinebolso não era a única sala de cinema a transmitir filmes pornográficos... o mítico Capitólio lá se deixou enredar no "Diabo em Miss Jones" e o Avis lá mostrava a Sylvia Kristel e a sua "Emannuelle - a Antivirgem" e a "A História de Joana" do mítico realizador Gerard Damiano, especialista em filmes pornográficos (responsável pelo "Garganta Funda").
Aqui ficam imagens da sensualidade de outros tempos...



Fonte:http://www.jorgeplace.com/CineLisboa/Cronicas/CinemaPorno.htm