Cinemas do Paraíso: Almeirim





Depois das férias, chegou a altura de viajar novamente por esse país fora...e a escolha recai sobre a zona da Estremadura, mais concretamente em Almeirim.
Como se pode imaginar, o cinema foi um grande acontecimento no nosso país quando surgiu na primeira década do séc. XX. A partir daí, o cinema foi se espalhando por várias localidades portugueses, como Almeirim, onde se registaram algumas experiências que iam cativando adeptos.
Em 1930, já existia a Associação Recreativa de Almeirim que tinha a seu cargo a manutenção do espectáculo cinematográfico, como também a realização de outros espectáculos, sendo eles exibidos no salão da Sede da Associação.
Nessa altura, as sessões eram feitas em dois lugares conforme as estações do ano: no Verão realizavam-se ao ar livre, no Inverno na sede da Associação na Rua 5 de Outubro.  Em Junho desse ano inaugurou-se o cinema ao ar livre, exibido nas antigas Cavalariças Reais, gentilmente cedidas pelos proprietários. Os grandes êxitos do cinema mudo eram acompanhados por uma orquestra, para gáudio do público. 
Anunciou-se entretanto a constituição de uma nova empresa que iria edificar um cinema com grandes comodidades, ficando situado numa artéria central da vila.
Em 1931 surge a noticia do aparecimento do cinema sonoro, o que obrigou em 1933 a que a Direcção da Associação se esforçasse para trazer o som para o equipamento utilizado. Foi adquirido um sistema Philisonoro que, apesar de alguns percalços iniciais, foi considerado o melhor aparelho sonoro do distrito.
Em 1933, o público galvanizou-se com a exibição do filme português "A Severa" e este sucesso fez com que a ideia de construção de uma nova sala de espectáculos ganhasse forma. E assim inaugurou-se o edifício do Cine Teatro na Praça da República em 16 de Junho de 1940 com a peça de teatro "A Inimiga", interpretada pela actriz Maria Matos. O primeiro filme exibido foi uma estreia em Portugal e intitulava-se "A Serenata de Schubert".
Segundo  Ulisses Pina Ferreira, o antigo gerente desta sala,  a máquina de exibição era a carvão. A combustão de dois palitos de carvão produzia a luminosidade necessária para projectar as imagens na tela. Esta máquina acabou por ser substituída na década de 1950 por outra que se manteve até ao encerramento da sala.
Também é interessante realçar o custo do bilhete em 1940: 5 escudos. Na plateia era mais barato, entre 4 escudos (2 cêntimos) e 1 escudo e 50 centavos. Também existiam vários bancos corridos em madeira destinados aos camponeses devido ao preço barato. 
O espaço albergava 599 pessoas, mas na maior parte do tempo existiam pessoas nos corredores e escadas, devido à afluência enorme. A maior parte da assistência era composta pelos fazendeiros que faziam marcações permanentes e lugares marcados.
Outra história interessante é de que a sala era vistoriada pela policia e bombeiros antes de se iniciar o espectáculo, de modo a garantir a segurança dos espectadores...se houvesse alguma cadeira oscilante, era certo de que não haveria espectáculo.
Por esta sala passaram grandes companhias teatrais de Lisboa e amadoras, exibindo ao longo dos anos muitos espectáculos agradáveis de teatro e variedades e sempre com grande interesse.
Na década de 1960, a grande atracção era a exibição de filmes de cowboys. Após o 25 de Abril, esta sala fartou-se de exibir os chamados "filmes proibidos", recuperando o tempo em que a ditadura controlava o consumo do povo. Depois vieram os filmes pornográficos. Mais tarde, a concorrência de salas mais modernas afastou este cinema das grandes estreias e dos filmes de sucesso, acabando por provocar o seu encerramento em 1993.
No entanto, o destino deste cinema foi a renovação e edificação. Um novo espaço foi erigido no mesmo local para possibilitar ao povo de Almeirim o direito a ter uma casa de espectáculo. Manteve-se a fachada original desenhada pelo Arq.º Amílcar Pinto, responsável também pelo Teatro Rosa Damasceno em Santarém.

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Motelx - 6º Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa




O MOTELx – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, que decorrerá no emblemático Cinema São Jorge de 12 a 16 de Setembro,  tem como objectivo estimular a produção de filmes de género portugueses, mostrar as melhores obras de terror produzidas internacionalmente nos últimos anos e contribuir para a formação dos públicos mais jovens e para a contextualização da produção recente, através da programação de retrospectivas seleccionadas.
Para concretizar estes objectivos, o MOTELx concentra em cinco dias a exibição de filmes recentes e clássicos de vários estilos e subgéneros, promovendo a vinda de convidados internacionais e dando ênfase à promoção da única secção competitiva do festival: o Prémio MOTELx - Melhor Curta de Terror Portuguesa que impulsiona anualmente dezenas de participantes a produzirem curtas-metragens de terror, visando a sua estreia no festival.
Desde a sua primeira edição em 2007, o MOTELx tem exibido filmes provenientes dos quatro cantos do mundo, tendo trazido a Portugal alguns dos maiores nomes do terror mundial, como o brasileiro Zé do Caixão e os norte-americanos George Romero, John Landis, Mick Garris e Eli Roth. 
Quem quiser saber a programação, ver aqui: http://www.motelx.org/index.php?option=com_content&task=view&id=472&Itemid=426

MOTELx, onde o terror é bem-vindo....
 
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