Indie Lisboa'12 - 26 de Abril a 06 de Maio




Pela nona vez realiza-se o festival mais importante de cinema independente cá no nosso país à beira-mar plantado...sim estou a falar do Festival Indie Lisboa'12.
Começou ontem e prolonga-se até dia 6 de Maio, sendo que a projeção dos filmes será dividida pelo Cinema S. Jorge, Culturgest e Cinema Londres.
A edição deste ano conta com um total de 233 filmes (82 longas-metragens e 151 curtas-metragens), dividindo-se pelas categorias de Competição Internacional (Longas e curtas-metragens); Competição Nacional (Longas e curtas-metragens); Observatório (Longas e curtas-metragens); Cinema Emergente; Pulsar do Mundo; Herói Independente; IndieJúnior; Director’s Cut e IndieMusic.
O IndieLisboa '12 é organizado pela Zero em Comportamento e conta com o apoio financeiro do Secretário de Estado da Cultura/ICA - Instituto do Cinema e do Audiovisual, da Câmara Municipal de Lisboa e do Programa MEDIA da União Europeia.

Se quiser conhecer o cartaz e outras informações, é só aceder à página oficial do Festival: http://www.indielisboa.com/.

Cinearte - um "grande" reincarnado....


No dia 1 de Dezembro de 1981, dois "grandes" cinemas de bairro encerravam as portas ao público cinéfilo de Lisboa. Um deles foi o Cinearte, que actualmente alberga a companhia de teatro "A Barraca".
No Largo de Santos, muito antes de ser um bairro de diversão nocturna, foi apresentado em 1937 um projecto para se erigir um cinema à Inspecção Geral dos Espectáculos, que tinha como nome original "El Dorado".


Seria construido na Rua Vasco da Gama e o autor do projecto foi o famoso Arqtº Raul Rodrigues Lima, responsável por outros projectos colossais de arquitectura como o Cinema Monumental, o Palácio da Justiça no Porto, etc. No projecto original, esta sala tinha uma lotação de 790 lugares, distribuidos pela plateia (478) e balcão (312).
No ano seguinte a construção do novo cinema é licenciada com uma outra designação de "Vasco da Gama", obedecendo a algumas alterações. Em 1939/1940, o projecto volta a sofrer alterações, como também um novo nome de "Cinearte".


A obra é concluida em 1940 e a licença de exploração é concedida com as exigências de se limitar a lotação da sala  e a colocação de corrimões nos 2 lados de todas as escadas. A 13 de Novembro de 1940, o Cinearte abria as suas portas com a transmissão do filme "Não o  levarás contigo" de Frank Capra com James Stewart e Jean Arthur.




Em 1945, foi feita mais uma intervenção nesta sala, substituindo-se as cadeiras da plateia de modo a obter-se espaço entre as filas, passando a lotação de 610 lugares para 588.






A Sociedade Administradora de Cinemas Lda. tinha sido a gestora deste cinema desde a sua construção, só que em 1972 abandona o cargo passando a gestão para a firma A.Ramos, Lda.
Em 1973, o Cinearte é encerrado de modo a que se procedam a obras de beneficiação no interior. As obras, concluidas em Outubro do mesmo ano, resumiram-se a pinturas interiores, revisão da instalação eléctrica incluindo um novo tipo de iluminação, melhoramentos no auditório como também nos espaços de circulação e apoio ao público.
No entanto, estas obras não iriam impedir o encerramento do Cinearte. Quando o bairro de Santos começou a tornar-se num ponto fulcral para a animação nocturna em Lisboa, já este cinema estava em franco declinio.


Só em 1990 é que o Cinearte foi reactivado como sala de teatro, depois de ter sido adquirido pela companhia teatral "A Barraca", mantendo essa função até à actualidade. Em 1993, o projecto do Arqº Rui Pimentel sacrificou uma parte significativa do espaço interno original, construindo-se assim a Sala 2.


E assim mais uma sala de cinema deixou de existir para reincarnar num teatro, mas mantendo o belo edificio original, evitando-se assim mais um atentado à arquitectura do passado que tanto dignificou a cidade de Lisboa.


Fonte: http://restosdecoleccao.blogspot.pt/2011/09/cinema-cinearte.html
http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/x-arqweb/(S(e1bsnh45k35ovozqfgfqf145))/SearchResultOnline.aspx?search=CINEARTE&type=PCD&mode=1&page=0&submode=0&useaut=0&useesp=0&res=0&set=%3bAF%3b
http://arquivomunicipal.cm-lisboa.pt/x-arqweb/(S(e1bsnh45k35ovozqfgfqf145))/SearchResultOnline.aspx?search=CINEARTE&type=PCD&mode=1&page=0&submode=0&useaut=0&useesp=0&res=0&set=%3bAF%3b

Cinemas do Paraiso - Montijo



Por hoje deixo Lisboa para trás e viajo para a outra margem do Rio Tejo para falar sobre um cinema bem conhecido para a população da cidade do Montijo.
O Cine-Teatro Joaquim de Almeida teve a sua inauguração no ano de 1957, sendo o Arqº Sérgio Gomes o responsável pelo projecto. Outrora feito em madeira e localizado na Rua Miguel Pais, este edificio foi inaugurado no mesmo ano que o Mercado Municipal e no local da antiga Praça de Touros.



E porquê este nome? Em homenagem a um actor português que viveu entre o séc. 19 e 20 chamado Joaquim de Almeida (nada de confundir com o famoso actor radicado nos EUA).
Este edificio possui no seu interior esculturas que representam o teatro, poesia, dança, música e talento da autoria de Martins Correia e José Farinha.



Como Cine-Teatro funcionou até 1991, mas depois de alguns anos de encerramento o imóvel foi adquirido pela Câmara Municipal do Montijo, sofrendo obras de melhoramento e reabrindo ao público em 2005, mais concretamente no dia 14 de Agosto, dia em que Montijo celebra a sua elevação a cidade.
Este remodelado edificio manteve o exterior original, como também a estrutura da sala de espectáculos. Para conferir alguma modernidade, o palco foi alargado e o número de lugares reduzidos, de modo a capturar-se um ambente mais intimista.



Para além das mudanças introduzidas, o edificio está equipado com uma sala principal, três foyers, cafetaria/espaço mediart, serviços de baby-sitting, dois gabinetes de tradução simultânea, terraço e jardim.
A reabertura deste Cine-Teatro permitiu reforçar e alargar o projecto cultural e socioeconómico de Montijo, sendo palco para muitas iniciativas culturais.

 
Copyright 2009 Cinemas do Paraíso. All rights reserved.
Free WordPress Themes Presented by EZwpthemes.
Bloggerized by Miss Dothy